Porque tristezas não pagam dividas.
Só mesmo os sacrifícios dos Funcionários Públicos...

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O amor é cego, mas vê muito ao longe - Parte II.





Depois seguiu-se a resposta dos senhores. Muito inspiradora também. Mas necessariamente exagerada. Vejai também com os vossos olhos. E tomai então particular atenção.

Todo o homem que pensar em casar,
Veja primeiro o que faz, seja um ás.
Nem que ande um ano a escolher,
Nunca lhe chega a aparecer,
Mulher nenhuma capaz.

Lurdes são patetas,
Marias vaidosas.
Miquelinas pretas,
Armindas mancosas.
Palmiras taradas,
Rosas malcriadas,
Luisas caloteiras.
Fernandas carecas,
Celestes marrecas,
Alices matreiras.
Carolinas e Julietas são forretas,
Deolindas e Preciosas são manhosas,
Teresas são mal-encaradas,
Alziras envergonhadas,
E as Albertinas gulosas.
Emílias ciumentas,
Claras trapalhonas,
Lauras rabujentas,
Zulmiras lambonas.
Amélias traiçoeiras,
Angelinas feiticeiras,
Laurindas ranhosas.
Auroras trocistas,
Marianas chupistas,
Leonores mentirosas.
Antónias e Margaridas, atrevidas.
Conceições e Clementinas são traquinas,
Lucindas são borrachonas,
Etelvinas toleironas,
E as Adelaides ladinas.

Estas que eu falei
Pois são as melhores.
Porque as que saltei,
Ainda são piores.
Vivem regaladas, muito bem pintadas
Parecem alguém,
E o pobre marido
Muito mal vestido,
Nem tabaco tem.

Mais uma vez reitero a minha inexistente responsabilidade, face às conclusões aqui apresentadas. E que culpas é que têm as Miquelinas, Santo Deus! E as Celestes, coitadinhas! Mais informo que os nomes apresentados eram os que mais se usavam "no antigamente". E desconheço se existem novas versões sobre este assunto, mas com os nomes 'telenovelisticos'. Além disso, a referência que consagra o uso do tabaco, também é muito lamentável. Mas era como se pensava em tempos de outrora, em que o uso do tabaco era mesmo considerado de bom-tom. Sabe-se que chegou mesmo a ser recomendado pelos médicos como terapia. Designadamente para o tratamento da tuberculose. Eram outros tempos. Com outros paradigmas.
Sugestão de leitura para esta semana: “Um Casamento Apropriado” de Doris Lessing.


DIVIRTAMSEMAZÉ!

2 comentários:

João Maio disse...

Olá :D sabe me dizer o nome desse poema/cançao?? :D

divirtamsemaze disse...

A autoria? Pois ouvi-o a uma querida amiga já bastante idosa. Que ainda hoje o recita com gosto. E que fez o favor de me o transmitir. Acho que era algo que se recitava quando a dita senhora ainda era jovem. E se juntavam todos para se divertirem. Ora nada melhor que incluir neste blogue que já conheceu melhores dias. Divirta-se João Maio, não se esqueça!