Depois
seguiu-se a resposta dos senhores. Muito inspiradora também. Mas
necessariamente exagerada. Vejai também com os vossos olhos. E tomai
então particular atenção.
Todo
o homem que pensar em casar,
Veja
primeiro o que faz, seja um ás.
Nem
que ande um ano a escolher,
Nunca
lhe chega a aparecer,
Mulher
nenhuma capaz.
Lurdes
são patetas,
Marias
vaidosas.
Miquelinas
pretas,
Armindas
mancosas.
Palmiras
taradas,
Rosas
malcriadas,
Luisas
caloteiras.
Fernandas
carecas,
Celestes
marrecas,
Alices
matreiras.
Carolinas
e Julietas são forretas,
Deolindas
e Preciosas são manhosas,
Teresas
são mal-encaradas,
Alziras
envergonhadas,
E as Albertinas
gulosas.
Emílias
ciumentas,
Claras
trapalhonas,
Lauras
rabujentas,
Zulmiras
lambonas.
Amélias
traiçoeiras,
Angelinas
feiticeiras,
Laurindas
ranhosas.
Auroras
trocistas,
Marianas
chupistas,
Leonores
mentirosas.
Antónias
e Margaridas, atrevidas.
Conceições
e Clementinas são traquinas,
Lucindas
são borrachonas,
Etelvinas
toleironas,
E as Adelaides
ladinas.
Estas
que eu falei
Pois
são as melhores.
Porque
as que saltei,
Ainda
são piores.
Vivem
regaladas, muito bem pintadas
Parecem
alguém,
E
o pobre marido
Muito
mal vestido,
Nem
tabaco tem.
Mais
uma vez reitero a minha inexistente responsabilidade, face às conclusões aqui
apresentadas. E que culpas é que têm as Miquelinas, Santo Deus! E as
Celestes, coitadinhas! Mais informo que os nomes apresentados eram os que mais
se usavam "no antigamente". E desconheço se existem novas versões sobre este
assunto, mas com os nomes 'telenovelisticos'. Além disso, a referência que
consagra o uso do tabaco, também é muito lamentável. Mas era como se pensava em
tempos de outrora, em que o uso do tabaco era mesmo considerado de bom-tom. Sabe-se que chegou mesmo a ser recomendado pelos
médicos como terapia. Designadamente para o tratamento da tuberculose. Eram
outros tempos. Com outros paradigmas.
Sugestão
de leitura para esta semana: “Um
Casamento Apropriado” de Doris
Lessing.

2 comentários:
Olá :D sabe me dizer o nome desse poema/cançao?? :D
A autoria? Pois ouvi-o a uma querida amiga já bastante idosa. Que ainda hoje o recita com gosto. E que fez o favor de me o transmitir. Acho que era algo que se recitava quando a dita senhora ainda era jovem. E se juntavam todos para se divertirem. Ora nada melhor que incluir neste blogue que já conheceu melhores dias. Divirta-se João Maio, não se esqueça!
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