Hoje
tenho o especial prazer de fazer serviço Público. Não que tal tarefa me seja
estranha, pois a minha vida profissional é dedicada ao público, numa tentativa
por vezes vã, de minorar de alguma forma, as dificuldades vivenciadas pelos cidadãos
em busca de mais e de melhor conhecimento. De mais informação.
Mas
hoje eu vou partilhar convosco uma récita que ouvi, a uma senhora com muitos
anos e ainda mais predicados. Que certa vez aconselhou outras suas parceiras, a
escolherem bem os seus pares, no que toca a uma ligação matrimonial futura. E
como todas elas estavam bem-dispostas! Portanto se quem me lê é uma senhora e
pretende encontrar o seu par, é conveniente tomar em atenção estes versos. Se por ventura é uma senhora que se pretende consorciar com outra senhora (e como todos nós sabemos isso actualmente até está muito na moda), pois que espere para a semana que vem. Poderá obter uma resposta a uma sua natural inquirição. E
depois haja em conformidade. No caso de hoje o conselho é para as heterossexuais. Faça bem a sua escolha, amiguinha. Para depois não dizer... que se errar, foi porque
não foi avisada.
Para contentar a
mulher, podem crer.
Escrevi esta
canção, com razão.
Dos homens eu
vou contar, dos homens eu vou falar,
Prestem pois
muita atenção.
Antónios chalados,
Xicos aldrabões.
Josés descarados,
Joaquins calões.
Alfredos peludos,
Fernandos trombudos,
Armandos mariolas.
Paulos caloteiros,
Ruis zaragateiros,
Carlos estarolas.
Álvaros e Lucianos, levianos,
Alexandres e Joões são burlões.
Mários são
desdentados,
Manuéis envergonhados,
Armindos são borrachões.
Augustos sebentos,
Luíses lambareiros,
Rogérios sarnetos,
Júlios interesseiros.
Eduardos canhotos,
Eugénios marotos,
Albanos fanhosos,
Jorges gastadores.
Adolfos manhosos,
Adelinos e Albertos pouco espertos,
Heitores e Agostinhos são ladinos.
Camilos amaricados,
Jaimes são
endiabrados,
E os Afonsos
são anjinhos.
Antes de casar,
Veja o que faz.
Não chega a
encontrar,
Um homem capaz.
Siga o meu
conselho,
Case com um
velho, rico e fagueiro.
Mas não case a
medo,
Porque ele morre
cedo,
E deixa
dinheiro.
Informo
que não tenho qualquer tipo de responsabilidade nas conclusões que aqui são postadas.
É que eu não detenho assim tantos conhecimentos sobre o assunto. Com tantos nomes... Mas a quem eu
ouvi isto, já era alguém bem vivido. E também já havia visto… muita coisa. Mesmo
até aquele tal porco a andar de bicicleta. Portanto, aqui fica o aviso.
Outra
coisa: penso que não se devem recusar in
loco os Alfredos e os Eduardos. Coitadinhos! Os defeitos deles… não me
parecem ser assim muito expressivos.
Sugestão
de leitura para esta semana: “Casamento
por Anúncio” de Jean-Claude
Carriere.
Para a semana fica a
resposta dos homens.
Entretanto... DIVIRTAMSEMAZÉ!

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