Porque tristezas não pagam dividas.
Só mesmo os sacrifícios dos Funcionários Públicos...

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O amor é cego, mas vê muito ao longe.




Hoje tenho o especial prazer de fazer serviço Público. Não que tal tarefa me seja estranha, pois a minha vida profissional é dedicada ao público, numa tentativa por vezes vã, de minorar de alguma forma, as dificuldades vivenciadas pelos cidadãos em busca de mais e de melhor conhecimento. De mais informação.
Mas hoje eu vou partilhar convosco uma récita que ouvi, a uma senhora com muitos anos e ainda mais predicados. Que certa vez aconselhou outras suas parceiras, a escolherem bem os seus pares, no que toca a uma ligação matrimonial futura. E como todas elas estavam bem-dispostas! Portanto se quem me lê é uma senhora e pretende encontrar o seu par, é conveniente tomar em atenção estes versos. Se por ventura é uma senhora que se pretende consorciar com outra senhora (e como todos nós sabemos isso actualmente até está muito na moda), pois que espere para a semana que vem. Poderá obter uma resposta a uma sua natural inquirição. E depois haja em conformidade. No caso de hoje o conselho é para as heterossexuais. Faça bem a sua escolha, amiguinha. Para depois não dizer... que se errar, foi porque não foi avisada.

Para contentar a mulher, podem crer.
Escrevi esta canção, com razão.
Dos homens eu vou contar, dos homens eu vou falar,
Prestem pois muita atenção.

Antónios chalados,
Xicos aldrabões.
Josés descarados,
Joaquins calões.
Alfredos peludos,
Fernandos trombudos,
Armandos mariolas.
Paulos caloteiros,
Ruis zaragateiros,
Carlos estarolas.
Álvaros e Lucianos, levianos,
Alexandres e Joões são burlões.
Mários são desdentados,
Manuéis envergonhados,
Armindos são borrachões.
Augustos sebentos,
Luíses lambareiros,
Rogérios sarnetos,
Júlios interesseiros.
Eduardos canhotos,
Eugénios marotos,
Albanos fanhosos,
Jorges gastadores.
Adolfos manhosos,
Adelinos e Albertos pouco espertos,
Heitores e Agostinhos são ladinos.
Camilos amaricados,
Jaimes são endiabrados,
E os Afonsos são anjinhos.

Antes de casar,
Veja o que faz.
Não chega a encontrar,
Um homem capaz.
Siga o meu conselho,
Case com um velho, rico e fagueiro.
Mas não case a medo,
Porque ele morre cedo,
E deixa dinheiro.

Informo que não tenho qualquer tipo de responsabilidade nas conclusões que aqui são postadas. É que eu não detenho assim tantos conhecimentos sobre o assunto. Com tantos nomes... Mas a quem eu ouvi isto, já era alguém bem vivido. E também já havia visto… muita coisa. Mesmo até aquele tal porco a andar de bicicleta. Portanto, aqui fica o aviso.
Outra coisa: penso que não se devem recusar in loco os Alfredos e os Eduardos. Coitadinhos! Os defeitos deles… não me parecem ser assim muito expressivos.
Sugestão de leitura para esta semana: “Casamento por Anúncio” de Jean-Claude Carriere.



Para a semana fica a resposta dos homens.
Entretanto... DIVIRTAMSEMAZÉ!
 

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