Porque tristezas não pagam dividas.
Só mesmo os sacrifícios dos Funcionários Públicos...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Ler em voz alta.


Quem gosta de ler e já tem uma certa idade (lol), recorda com alguma nostalgia os espaços que no passado eram consagrados à presença e empréstimo de livros (as queridas bibliotecas antigas!!!). Eu recordo-as bem! Esses espaços eram sacramentais, irremediavelmente enegrecidos, com luzes directas que insidiam sobre o suporte que continha a informação.
Relembro com saudade, o cheiro a papel misturado com o cheiro a madeira, o ranger do soalho e a doce técnica de biblioteca, quase sempre de óculos à ponta do nariz e de dedo em riste a mandar-nos calar. Ela que quase ficava sem saliva sempre a repetir: "Shiiiuuu... façam pouco barulho!" O livro era de acesso dificultado, pelo que o leitor fazia o pedido à técnica, que depois munida de um porta-chaves gigantesco ia buscar o objecto tão desejado, este estava necessariamente fechado na estante mais inacessível. Depois disso acontecia um momento de pura magia, o objecto do nosso desejo era-nos depositado nas mãos.
Quando eu era nova, mas mais velha que aquando o post anterior (lol), contava para aí uns 14, 15 anos tinha um grande amigo, o T. que era da mesma idade que eu, (tinha e tenho, pois graças a Deus ele ainda faz o favor de ser muito meu amigo). Os dois eramos dotados de uma rebeldia própria da idade, tínhamos um riso muito fácil e uma disponibilidade total para a felicidade. Tanto eu como o meu amigo adorávamos ler e liamos tudo. Não eramos contudo os leitores mais convencionais do mundo, isso é verdade. 
A ida à Biblioteca Pública fazia parte dos nossos rituais diários. Conheciamos toda a gente que ali trabalhava e que era na sua grande maioria muito simpática. Quando entravamos ali, entrava também a alegria e a vontade de fazer rir. Mas isso enervava um bocado aqueles senhores idosos que iam àquele espaço saber as últimas da crise com a leitura dos jornais, (sim Senhores da Troika, a crise já por aqui anda há muitos anos, é-nos muito familiar). A nossa entrada ali era bastante espaventosa. 
Quisera o destino que eu e o meu amigo nos interessasse-mos muito por um livro intitulado: "Os Tomates Enlatados" da autoria de Benjamin Peret e uma vez que gostávamos tanto desse livro, fazíamos a sua requisição até à exaustão. Esta acção repetida e concertada divertia a maioria das pessoas que ali trabalhava e que achava muita graça ao "nosso atrevimento", mas... Trabalhava lá também uma jovem técnica muito profissional mas de temperamento algo reservado. Esta não achava lá muita piada ao facto de ter que andar sempre com o(s) "Tomates" na mão. Quando ela nos via, já sabia o que a esperava. Naturalmente que fazia o seu papel e ia buscar o livro, mas ia algo revoltada. Em consequência dessa sua indignação sempre aproveitava para nos dizer: "Mas vocês não sabem ainda o livro de cor?" "É que já tiveram  tempo para isso." "Para que é que vocês só querem este livro? Se não fossem vocês este livro nunca saia daqui..." "Vocês não têm mais nada que fazer?..." e nós ali inocentemente a olhar para ela e a fazer cara de caso.
Ora este livro continha uma linguagem deveras apimentada (com umas quantas "orações" escabrosas). Adorávamos assim aquela leitura. Líamos e relíamos "aquela maravilha" em voz alta o que fazia as delicias de toda a gente que nos ouvia. Íamos preferencialmente para o Jardim Municipal  onde muitos senhores idosos, aproveitavam esta nossa iniciativa para  fazerem um intervalo ao jogo da Bisca Lambida. Depois era com muita emoção e com algumas lágrimas nos olhos, que os velhotes assistiam a mais um magnifico... momento cultural.
Belos tempos... Só que me aconteceu mais uma ironia do destino:  hoje sou a superior hierárquica da jovem técnica (agora bem menos jovem), que ficava muito revoltada connosco... Mas estou convencida que ela já não se lembra de nada. Ainda bem!
Sugestão de leitura: "A Biblioteca" de Umberto Eco.
Divirtamsemazé.


sábado, 22 de outubro de 2011

Viver com a mentira.


Quando eu era nova, muito nova (11, 12 anos), eu tinha um extenso número de amigos, inseridos numa sociedade muito bem organizada. C. era uma rapariga "bué da fixe", que a dada altura descobriu que os pais não confiavam lá muito nos bancos, já que guardavam muito dinheiro em casa. Pelo que C. achou que se retirasse dali umas notinhas não haveria problema de maior. Foi desta maneira que nós descobrimos uma excelente e activa fonte de financiamento. O dinheiro jorrava quando víamos C. a nossa banqueira de serviço.
Enquanto durou aquele curto período paradisíaco, nós vivemos muito além das nossas possibilidades, consumindo em profusão, bens de primeiríssima necessidade tais como: granizados fá, petazetas, batatas fritas, gelados, chocolates e sumos. Desconheço se algum de nós tenha assinado algum vulgar papel azul de vinte cinco linhas, confirmando os empréstimos recebidos. Desconfio que não. Os empréstimos eram assim concedidos em prole do bem comum, sem avaliação prévia sobre as nossas reais capacidades de saldar dívidas contraídas. Alguns de nós ainda tinham uma ligeira noção sobre os perigos do endividamento excessivo, mas outros acharam-se no direito de receber um subsídio.
Mas... e como  "Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe", os pais de C. acabaram por ir ao "esconderijo" dando assim com uma muito triste realidade: nas suas vidas havia agora um buraco financeiro de elevadas proporções. C. foi chamada a depor na boca de cena e teve que explicar aos progenitores toda aquela infeliz ocorrência. Naturalmente que não sei os detalhes da conversa, mas ouvi falar. O tempo de crise começara ali para todos nós, miúdos rufias e inconsequentes. Alguns de nós havíamos contraído mais de 40 empréstimos... Eu tremi de medo, pois se calhar estava chegada a altura de confessar aos meus patrocinadores naturais (pais), que os mesmos tinham dívidas de que nem sequer desconfiavam. Vi ali a minha vida a andar para trás. Depois veio o natural tempo de reflexão e de arrependimento: "quem me mandara a mim viver com aquilo que não era meu, assumindo uma identidade que naturalmente não tinha qualquer credibilidade no panorama económico do bairro". E com muito medo, eu decidi esperar.
Em relação à família espoliada, que sem saber creditara grande parte das crianças daquele lugar, conjuntamente com a filha traidora, elaboraram um plano de resgate muito próprio, nem sequer tiveram que pedir ajuda ao BCE ou ao FMI. Fizeram depois um Plano de Entendimento... Deles Próprios.
Quanto a nós, receio que tenhamos apanhado uma boa e eficaz lição. Uma vez que não havíamos assinado qualquer papel de contracção de dívida, não havia assim forma de provar a nossa real condição de faltosos. A minha amiga C. viveu muitooooooo tempo a "pão e água", teve que cumprir um plano de acção, onde constava um aperdadíssimo Plano de Austeridade, que incidiu totalmente sobre aquele Memorando de Entendimento. Tenho a certeza que pagou elevadíssimos juros, para aí a 60, 70%, com numerosas doses de chineladas bem assentes no traseiro, na primeira, segunda e até na terceira tranche. Quanto a mim, depois de toda aquela aflição veio uma certeza: não devemos nunca, embarcar em ilusões, por muito apetecíveis que elas nos pareçam ser. Não devemos também, contar com aquilo que não é nosso. Temos assim que olhar para o futuro e gastar com parcimónia. Além disso aprendi a dar muita razão àquele provérbio popular que afirma: "Quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhes vem".
A propósito de tal temática sugiro a leitura do livro: O Enigma do Capital: Crises do Capitalismo" de David Harvey.
Divirtamsemazé e...  já agora gastem poucochinho...


sábado, 15 de outubro de 2011

O poder da oração.


Há uns anos resolvi ir com a família a Fátima. Eu sou aquilo que se pode considerar de agnóstica: reconheço a possibilidade da existência de algo superior, contudo não sinto necessidade de personificar a sua identidade. Quis a sorte e o destino, eu ter nascido no seio de uma família que professa activamente a sua fé, indo com muita regularidade à igreja e rezando diariamente. Naquele dia, os meus familiares foram àquele espaço renovar os seus votos, na esperança de conseguirem uma vida melhor ou, pelo menos que a vida conseguida não piorasse, pois como já lá dizia o outro: "Para melhor, está bem está bem! Para pior já basta assim".
Sou uma rapariga dada ao riso fácil, gosto muito da risota e da diversão. Deus a existir é encontrado por mim nas pequenas e  simples coisas. Eu não sinto necessidade de frequentar igrejas e capelas. Acho que também a haver Deus, ele já deve de estar um pouquito farto das mesmas fórmulas, das mesmas rezas sempre iguais. Deus a existir, deverá ser grande, infinitamente generoso e sem problemas de auto-estima. Contudo a minha tia dizia-me sempre e a este respeito: "Tem juízo minha filha, tem juízo, pois graças a Deus muitas, graças com Deus poucas." E aí, eu ficava sem argumentos, não é? Logo a minha tia que era mais velha que eu e andava sempre com o terço na mão...
Naquele dia assistimos à missa na Capelinha da Aparições. Enquanto isso eu pensava na minha jovem vida. Naquele espaço estavam religiosas em atitudes muito reflexivas, assim como membros da sociedade civil em atitudes muito religiosas. Eu teria à altura vinte e tal anos e estava ali, com respeito, seguindo a homilia, fazendo aquilo que me era pedido, dando a esmola etc, etc. Isto sem me estar a rir, o que é muito difícil para mim permanecer assim durante muito tempo com muita seriedade. A dada altura chega a parte em que o padre solicita à assistência que se cumprimentem todos uns aos outros. Beijinho no pai, beijinho na mãe, beijinho na freira da frente e... sinto um suave toque no meu ombro. Viro-me para trás e o que é que eu vejo? Atrás de mim estava só um dos homens mais lindos que me foi dada a oportunidade de ver na vida, acreditem. E o que é que eu havia de fazer? Bem, fora o padre quem solicitara a ocorrência de abraços e de beijinhos, ali naquele local, abençoado e visitado pela Virgem de Fátima. O Adonis, antes de me espetar dois beijinhos na cara, ainda me disse: "Na paz de Cristo." Ao que eu respondo: "Você é quem sabe, mas avaliando tanta beleza, acho que se deveria de dedicar mais a actividades belicistas e resgatar no mínimo uma meia dúzia de corações, é mais seguro." Resultado, rimos os dois o mais silenciosamente que conseguimos.
Já no carro o meu pai pergunta-me, de onde é que eu conhecia aquele rapaz da missa, com quem havia estado a falar. Tive todo, mas todo o prazer em contar toda aquela história ao papá, que colocando as mãos ao alto, se queixou do facto de ter uma estranha e inconveniente filha, que se dá ao péssimo hábito de rir nas mais inusitadas situações. 
Foi assim e desta maneira, que esta pecadora e modesta criatura que se assina, também teve direito ao seu milagre de Fátima.
Contudo pondero agora a possibilidade de voltar a Fátima. É urgente. Então não é que um senhor na Quinta-Feira, veio à televisão dizer que me iam roubar o subsidio de Férias e de Natal? Nossa Senhora do Rosário de Fátima tem pena de nós. Peço-te encarecidamente que termines de vez, com os atentados a que este país lusitano tem estado sujeito, logo este país  tão conhecido por ti... Eu confesso, agora faz-me muito mais falta o "pilim" que um qualquer Adónis desta vida.
A proposito desta temática recordo e sugiro a leitura do livro: "O Deus das Pequenas Coisas" de Araundhati Roy.
Se conseguirem... Divirtamsemazé.



sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Num táxi peruano.


Este meio de transporte é de importância máxima nas comunidades actuais e, em Portugal, regra geral são os carros de gama alta e necessariamente mais confortáveis que mais são usados para este serviço, mas não é assim em toda a parte.
Um ano destes, cinco pessoas decidiram ir fazer Sandboard de noite para o deserto peruano. Sandboard ok? Não estou aqui a utilizar qualquer metáfora, para uma outra qualquer actividade, era mesmo praticar aquele desporto radical. Pelo que alugaram um táxi. Eu era uma das participantes.
Em Portugal, cinco pessoas mais o motorista não poderiam viajar no mesmo táxi, pelo menos nos táxis que são para transportar cinco pessoas, contando com o motorista. Mas ali não houve qualquer problema. Afirmo ainda que os táxis peruanos são de dimensões bem mais pequenas, que os convencionais táxis portugueses. Não era nenhum Audi ou Mercedes. Eu confesso, já não me lembro da marca, mas garantidamente que não era maior que um Renault Clio. 
À ida para o deserto, ia um jovem cavalheiro à frente e atrás iam os restantes quatro passageiros, eu a uma ponta, um pai e um filho no meio e na outra ponta uma jovem rapariga. Íamos ali para o "apertadito" não é, mas a vontade de "desertar" era tão grande... Eu ia literalmente "esborrachada" contra a porta. Depois de uma viagem interminável de sensivelmente trinta minutos eu advogo que, uma vez que eu era a pessoa mais larguinha de anca, o melhor a fazer era, no regresso eu ir à frente ao lado do senhor motorista, assegurando desta maneira um maior conforto para todos, exceptuando talvez um pouco a comodidade do cavalheiro que viajava à frente. Contudo o mesmo foi compreensivo e simpático como é, logo acedeu a que assim fosse. E lá fomos nós praticar a sublime arte de descer em considerável velocidade em cima de uma "tábua" pelas colinas abaixo...
No regresso e ao pé do táxi, eu ocupei o lugar da frente, os três homens o lugar de trás e a outra moça teria que se sentar atrás e junto a uma janela... Esta seria a última a entrar. Antes que ela desse o passo definitivo e ocupasse efectivamente o seu lugar, o senhor mais velho, com cinquenta e tal anos, diz a pérola seguinte: "Anda para aqui anda, deitas-te ao nosso colo e terás seis mãos a fazerem-te massagens..." Sublime! A moça ficou ali a olhar cheia de medo, olhou para mim sem saber o que decidir. O que havia ocupado o lugar da frente na viagem de ida, ainda sossegou a jovem dizendo, que ele não iria fazer massagens a ninguém, mas o pai e o filho não pareceram demarcar-se dessa sua/deles mui  benemérita intenção. A jovem sentiu medo, sentiu muito MEDOOOOOOO. 
Como não podíamos ficar ali toda a noite, a moça pensa, pensa e no fim reage. Nada diz, mas em menos de um momento tenho a rapariga sentada no meu colo enquanto eu ocupava... o banco da frente... 
Foi assim desta maneira e todas tortas, que viajamos por mais trinta minutos. Eu não tenho mesmo sorte nenhuma. Queria conforto, há pois queria!!! Mas as leis do Universo não estavam para aí viradas. Eu viajara anteriormente "esborrachada" contra o vidro, mas agora tinha uma mulher feita sentada ao meu colo. A desgraçada viajou todo o tempo com a "espinha" dobrada, que mais parecia um triste e lazarento cisne. Eu viajei novamente "esborrachada", mas desta vez... contra o taxista, com a minha perna a pressionar fortemente... o manipulo das mudanças. Eu ainda sugeri ao profissional da condução: "O senhor avise-me quando quiser pôr a mudança, que eu faço esse serviço por si, de forma a que o senhor não me esteja consecutivamente a "apalpar" a perna. Mas o homem estranhamente não foi na conversa, pelo que ficou por momentos a olhar para mim com cara de caso, com um sorriso "monalísico" a sair-lhe de um generoso bigode.
Naquela noite ficou provado que as boas intenções das pessoas, nem sempre são entendidas devidamente pelos seus semelhantes. Afinal aqueles dois senhores; pai e filho só queriam praticar a boa acção do dia: fazer umas reconfortantes massagens na pequena. Tinham assim a certeza de lhe melhorar o estado anímico. Ela porém não entendeu assim. E assim viajamos em sofrimento, os que seguiam nos lugares da frente, e muito regalados os três homens que ocupavam o banco de trás. Por essa e por outras é que eu cada vez mais, me vou abstraindo de dar sugestões, é porque, como dizem os mais velhos e experientes: "De boas intenções, está o Inferno cheio!"
A propósito deste episódio por mim vivido e aqui recordado, sugiro a leitura do livro: "Histórias do Deserto" de Carlos Teixeira Luís.
Divirtam-se muito e massagem o cérebro com boas e GRATIFICANTES LEITURAS.


sábado, 1 de outubro de 2011

O arrebatamento.


Não pretendendo ser muito repetitiva, mas já o sendo, proponho-me mais uma vez falar nos bailes e na dança. Hoje presto-me a falar um pouco sobre a genitália presente nessas situações. Também não deve de ser só isso. A frequência dos mesmos contudo é crescente, o que pode também ser levado como uma tentativa de combate à solidão. Também deverá ser visto como uma mais valia para a preservação da auto-estima: com todos os preparativos dedicados ao vestuário e maquilhagem, mais por parte das senhoras, mas agora também nesse aspecto, tudo é muito diferente. É no baile que muitas vezes se consegue, aquele abraço desejado, aquela palavra amiga, mas também me dá a entender que haverá para ali muito deleite.
Um dia  destes uma amiga contou-me que nos locais, onde os bailes são realizados, já existem pequenos cubículos onde os casais querendo têm privacidade para desenvolver práticas mais luxuriosas, mas será verdade? Tenho que lá ir e apurar não é?
Por outro lado, uma amiga minha de infância, comunicou-me com ar de grande conhecedora desta temática, de que, todo aquele que se entende bem a dançar, também se entenderá bem na cama. Mas haverá estudos sobre este "tão interessante assunto"? Onde está a comprovação de tal afirmação?
Eu tentei uma vez dançar (AHAHAH!) foi o desastre. Hoje sei que o "mártir" ainda é vivo porém coxeia, e coxeia ainda mais, quando me vê... Ai os remorsos que eu tenho...
Há muitos anos, ouvi da boca de uma amiga mais velha do que eu, que num baile um par havia dançado de forma tão arrebatadora que no calor do momento haviam praticado sexo em plena pista de dança, ali no melhor da festa e com toda a gente a olhar. Eu recusei-me a acreditar e disse-lhe:  "Maria não pode ser, pois ninguém iria ter coragem de fazer "aquilo" à frente de tanta gente, ninguém poderia assistir a tal! Ao que desconcertante a  Maria me respondeu: " Oh sua grande... (palavra feia e que me recuso aqui a repetir!), eu vi  e por ter visto é que te estou aqui a contar, não é?
Fiquei quase convencida, pois para que raio é que ela me iria mentir?  Compreendi e "geniosa" como sou, logo tratei de elaborar uma teoria inquestionável: É sabido que nos anos 80, o processo da poluição do planeta estava no seu máximo. Também já se falava do "aquecimento global", daí e uma vez que já estava tudo muito "aquecido", que diferença haveria de fazer, mais um casalito em ebulição, a contribuir com toda a sua determinação para a reprodução da espécie? Pelo menos contaram com música ambiente e uma claque numerosa.
A propósito de tal temática, recordo o titulo do livro (e recomendo a leitura) "A Dança da Vitória" de António Skarmeta. Divirtam-se e BOAS LEITURAS... Com ou sem aquecimento prévio.


Como facilmente se constata nesta canção, o cantor tinha um grande poder. Quando ele se dedicava às "delicias libertinas" com a sua partner, parava tudo. O que deve de ter causado bastantes prejuízos. Tal situação deve de ter causado muitas paragens forçadas de fábricas e de escritórios. Para além disso deve ter causado a atribuição de muita tolerância de ponto. Crê-se que tal facto poderá ser mal visto pelas "Associações de Industriais". No caso presente da história aqui postada, pois tudo leva a crer que o baile continuou sem interrupções de maior. É capaz de ter havido um olhar de um ou outro curioso. Ou então de algum reparo por parte de alguém contagiado pelo mal da inveja.
DIVIRTAMSEMAZÉ!!!