Porque tristezas não pagam dividas.
Só mesmo os sacrifícios dos Funcionários Públicos...

sexta-feira, 1 de março de 2013

Nunca falta rei que nos governe, nem Papa que nos excomungue.



Quando vemos e saudamos os nossos amigos e conhecidos, regra geral ficamos todos muito contentes. E ao despedirmo-nos dizemos invariavelmente: “Olhem divirtam-se, (no meu caso eu digo sempre: DIVIRTAMSEMAZÉ), tenham muita saúdinha e algum dinheiro para os gastos”… E como a grande maioria de nós não pôde contar com uma herança choruda que permitiria viver à larga “sem bulir”, temos que trabalhar para ganhar o nosso pãozinho de cada dia. Poucos contudo serão aqueles que ainda fazem profissionalmente aquilo de que muito gostam. Mas eu confesso: insiro-me perfeitamente no seio desta minoria. Porém os tempos são de crise, é um facto. Pelo que nos é fundamental manter o emprego, a fim de podermos continuar a pagar as nossas contas e a sermos felizes. E a divertirmonosmaze! É que a vida está difícil para todos. Ou melhor: está difícil… para quase todos.
Menos para o Cardeal Ratzinger. Bem, Cardeal era ele, mas há coisa de sete ou oito anos, ele foi promovido à categoria profissional de… Papa. E todos sabemos o difícil que é actualmente… progredir na carreira. Logo agora que as progressões estão todas congeladas. Mas para ele, não foi! Ele foi uma gloriosa excepção. E eu, que no início, não simpatizava nada com ele nem com a sua figura. Era um alemão (nada contra, oh Sra. Merkle!), mas de sorriso cínico e de olhos muito juntos… Foi aliás uma amiga minha, quem primeiro me alertou: “Olha”, disse-me ela, “ o Papa não deve de ser pessoa de confiança, vê como ele tem os olhos, quase quase um em cima do outro?” E de facto… Mas “terá a bota a ver com a perdigota”? O que é que determinado posicionamento dos olhos, poderá condicionar a boa conduta de uma pessoa?
Mas com o tempo, eu fui mudando um pouco a minha opinião. E fiquei completamente derretida pelo Senhor Papa e ex-Cardeal, quando foi divulgado publicamente… que o mesmo adorava gatos! É que amigos! Há uma coisa de que eu tenho a certeza, tenho inclusivamente um teoria assinada e firmada em cartório: quem gosta de gatos, não pode ser totalmente má pessoa.
Bem, mas em consequência de ele ter sido promovido, ele ascendeu à carreira de chefe religioso supremo. Ou seja, representante e embaixador do Divino na Terra. Sem espinhas. Pelo que (e de forma unânime) ele foi considerado o representante de Deus na terra. Pelo menos assim foi, para a grande comunidade Católica Apostólica e Romana.
Contudo e como muito bem sabemos, a entrevista para o preenchimento daquele lugar, não é feita da forma habitual. Para escolher um Papa é necessário reunir um conjunto de pares, que fechados dentro de um grande salão, escolhem assim o sucessor de Pedro. E serenamente (pelo menos é assim que eu penso), eles aguardam a vinda do Espirito Santo que tem como função a de os inspirar na escolha. Contudo eu desconfio que mesmo antes da descida do Espirito Santo, os cardeais já devem de ter lá as suas preferências. Depois… e bem conversadinho com o Espirito Santo, a coisa lá se acabará por fazer sem maiores percalços.
Naquele processo, eles devem de juntar-se todos à volta de uma grande fogueira. E enquanto ainda não tiveram oportunidade para chegar a alguma conclusão, eles põe a arder numa enorme lareira, muita madeira molhada e folhas verdes. E depois ficam todos com os olhinhos muito lacrimejantes e vermelhos, devido não só ao fumo que ali se faz, como também devido à grande emoção que para eles deve de ser, estarem ali fechadinhos e todos juntos… naquela divisória. A dúvida é negra, senhores!
Depois e com o passar do tempo, quando já se abriram as urnas e se contaram os votos (e já chegaram a conclusões efectivas quanto ao futuro), põe a queimar madeira seca e perfumada. O que faz com que o fumo daí resultante seja muito branco e confiável. E parte daquele fumo vai sair exuberantemente por uma elegante chaminé. No lado de fora, estará uma multidão de pessoas ou tolhidas pelo frio, ou cheias de calor, que rejubilam de tão contentes que ficaram, por vislumbrarem finalmente… aquela fumarada.
Ora pelo exposto, e conforme se verifica, nesta assinatura de contrato, acredita-se que a parte divina também tome assento. E com Essa, e como a minha querida tia há uns anos me relembrava e atemorizava: “com Essa não se brinca!” Só que ao que parece, o Ratzinger não teve medo nenhum disso. E… sem que nada o fizesse prever, ele demitiu-se do cargo. Mas sejamos francos, esta demissão é unilateral, é que não se crê que as duas partes do contrato… estejam efectivamente de mútuo acordo. Mas como é que o Ratzinger não tem medo? “Ele que já está velho”- é a explicação corrente! Mas não o estava já, aquando da altura da promoção? E por essa altura, ele próprio, pôs-se ali a jeito e aceitou. Mas eu pergunto: e em tais circunstâncias poder-se-á recusar tal honra? Não sei, mas atendendo as características do processo, estou em crer que não.
Agora ele sai do cargo totalmente enervado e pouco seguro. E a considerar-se incapaz de continuar a desempenhar a função. Mas porquê? Será que ele não teme a reacção divina? Será que ele só tem medo do lobby gay, como se vincula em tantos órgãos de informação? Jesus! Até parece que esses rapazes, metem mais medo, do que a possibilidade de um dia se poder ir bater com a alma nas chamas do inferno? Ou então, a de se ir estagiar no poleiro/limbo do Purgatório? Que sendo uma situação transitória, não deve deixar de ser algo bastante desagradável. Bem… eu no lugar deles gostaria mesmo, era de entrar pela Porta Grande. E receber um grande abraço e as boas-vindas do próprio São Pedro. Mas eles (e ao que parece)… não! É um mistério!… Bem, mas “quem está no Convento é que sabe o que lá vai dentro”.
E se objectivamente é isso que acontece: o que raio é que os gays estão a fazer no Vaticano? E se sim, como é que eles lá podem residir assim tão permanentemente? Eles que nem casar se podem pela igreja. E que são considerados como seres dementes e viciosos por grande parte dos que acreditam de que há vida para além do Arco-Íris? Estarão os gays a rebelarem-se e a infiltrarem-se nos espaços mais reservados, secretos e sagrados? Onde o “pecado” nem sequer deveria ser imaginado? Eles, assim como todos os seus amiguinhos?
De concreto, eu nada sei. Só sei que uma vez fui ao Vaticano, vi o seu riquíssimo Museu… E à entrada, um guarda Suíço sem apelo nem agravo, atirou para o lixo com a minha garrafa de água. E remexeu-me a minha mala toda… Logo a mim, que tenho um ar tão respeitador e confiável… E heterossexual!
Agora os gays? Em que é que eles podem meter medo ao papa? Este que já é tão velho e merecedor de todo o respeito? Se eu fosse a ele (e se eventualmente fossem os gays o motivo da minha tão grande revolta) eu não mostraria nunca parte fraca. E quando avistasse por lá um gay qualquer, dava-lhe um berro com toda a violência de que fosse capaz. Aconselhava-o a ter juízo e a sair dali para fora, o mais rapidamente possível. Que fosse para a Babilónia remexer as ancas. Mas não, o papa teve foi MEDINHO, foi o que foi. E decidiu assim descer da cruz. E logo a meio do seu contrato de trabalho.
E agora? Quem é que lhe vai assinar a carta de demissão? E o que é que ele vai entregar na Segurança Social? Eu não deveria de ter opinião formada sobre esse assunto, pois sou uma agnóstica metediça em assuntos que me ultrapassam inteiramente… Contudo vejamos o seguinte: Não será o cargo de Papa por definição, um cargo vitalício? Sem termo? Como os Bilhetes de Identidade dos nossos queridos idosos? E quanto ao antecessor deste papa? O tal que nascera em Cracóvia? Que andou na função papal até à última, coitado? É que se calhar, já por essa altura, por lá andavam os gays e outros tantos, que gostam muito de dançar ao som da música dos… Village People. 


É de crer que sim, não é? E mais. É de acreditar que a maioria dos que por lá devem andar presentemente, já deve de ter uma provecta idade. E antes assim, não é? Já bastaram os acontecimentos que exigiram as desculpas, que o ainda actual “Papa Emérito” foi obrigado a solicitar à comunidade global. Devido a comportamentos tenebrosos e muito condenáveis, por parte de alguns dos membros do clero, que injuriam em absoluto até à 1000ª casa da dignidade humana.
Mas o Papa temeu o confronto, foi o que pareceu. Mas o Papa não poderá ser temerário. E depois quando comunicou a sua decisão de renunciar ao cargo papal? Não terá ele que dar três meses à casa, à semelhança do que acontece nas outras profissões? Só que o Ratzinger teve que ser diferente, não teve? E cedeu somente um mês. E depois disso, vai todo lampeiro para um Castelo na companhia do seu irmão. Mas o que eles para lá vão fazer? Levará o Papa aqueles sapatinhos vermelhos que lhe ficam tão bem? Já me garantiram que não. Os sapatinhos vermelhos são exclusivos do modelito do Papa Principal e no Activo. E será o tal Castelo totalmente interdito à entrada de gays? Assim terá que ser, pois caso contrário (e em caso de intrusão de algum daqueles moços ali), o Ratzinger, poderá mesmo vir a sofrer de um faniquito qualquer.
Mas leve-se em conta o seguinte: objectivamente não devem de ter sido os gays, os causadores de tal renúncia. E não deverá haver razão especial para temê-los. Não senhores! É que a orientação sexual de cada um, só diz respeito ao próprio. O que eu suspeito (assim como muito mais gente) é que o que mais deve de ter determinado todo este processo de demissão, devem de ter sido as actividades daqueles “rapazes”, que gostam muito de bisbilhotar em “seara alheia”! E que têm uma ambição desmedida pelo poder terreno… Pela posse de dinheirinho e outras riquezas. Os que se usam da sua pertença grande aproximação à Figura Divina, para conseguirem obter (na terra) o poder ilimitado! Aqueles que são muito admiradores das actividades bancárias, usura e de outros quejandos. E que se for preciso, matam qualquer um que lhes possa fazer frente às suas ambições. E tudo isto num terreno e num domínio pretensamente sacrossanto… Credo!
Mas, e o que é que estas situações têm a ver com a mensagem de Jesus Cristo? Com todos os seus ensinamentos e premissas? E não sei, mas desconfio que se Ele cá voltasse, teria a mesma reacção que teve da outra vez. Quando foi ao templo e deu de caras com os vendilhões.
AI BALHAMEDEUS!
Sugestão de Leitura para esta semana: “S. Francisco de Assis” de Jacques Le Goff.


Nota: E Papa Emérito deverá querer dizer o mesmo que: Papa no Desemprego!
DIVIRTAMSEMAZÉ!

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