Quando me iniciei neste mundo complexo da blogosfera, eu senti alguma apreensão. Dos blogues eu tinha a ideia, de que eram pertença de pessoas muitíssimo bem informadas. Pessoas que postavam várias vezes ao dia. Sempre com coisas muito interessantes e actuais a comunicar. Nos blogues, falavam não só de aspectos que se passavam no seu dia-a-dia (de tudo, mas mesmo tudo o que lhes ia acontecendo), como chegavam a sugerir a aquisição de objectos vários e de peças de vestuário, concertados com a moda que se vai praticando. Às vezes aconselham a leitura de livros (mas eu aqui, também tenho esse atrevimento). Há blogues que sugerem a realização de viagens, assim como postulam sobre a melhor maneira de se cozerem os espinafres. E foi muito esclarecedor para mim, saber através de um blogue, da melhor altura do ano para se "desgrelarem" as batatas. Outras vezes, falam do filme que se foi ver, aconselhando-o ou não. E explicam-nos detalhadamente, sobre a melhor e mais eficaz maneira de se seduzir um talhante. Que é uma sedução muito especifica. É por definição, muito diferente da forma aconselhada, de se seduzir correctamente um carteiro.
Naturalmente que eu não tenho nada contra esses blogues. Mais. Eu mesma sou sua leitora voraz, seguindo-os passo-a-passo. E confesso mesmo, muito eu tenho aprendido com eles. Só que, questões de moda não são definitivamente a "minha praia", pois muito pouco eu percebo do assunto. Além do mais, o meu dia-a-dia, sendo meu, será necessariamente desinteressante para ser aqui postado (e admirado por quem quer que seja).
O que eu gosto mesmo de aqui relatar, são aqueles momentos que fizeram toda a diferença. Momentos que aparentemente sem importância nenhuma, tiveram a capacidade de nos mudar um pouco por dentro. E às vezes, de nos transformar verdadeiramente naquilo que somos. Sim, pois como já lá dizia o pensador: nós somos aquilo que somos, mais as nossas circunstâncias.
Gosto de escrever sobre aqueles momentos que nos fizeram rir até perder o fôlego. Ou daqueles que nos irritaram até à medula, mas que passada a tempestade tropical, nós reparamos, que ainda por cá andamos e com alguma dignidade. Com mais alguma experiência acrescida. E que já nos conseguimos rir, de quase tudo por aquilo que passámos. Eu disse quase tudo . É que há excepções.
São esses pequenos momentos (a meu ver), que por vezes têm a capacidade de decretar, se uma vida tem ou não valido a pena. Acredito plenamente, de que nada daquilo que nos acontece, é por acaso. E que à posteriori, todo esse encadeado de acontecimentos terá um sentido qualquer. E estamos sempre a aprender, não só com o que nos vai acontecendo, como com aquilo que ouvimos contar.
Por isso tudo, muito eu gosto da "palheta"! Gosto tanto de conversar! Eu cultivo a conversa naturalmente. E mesmo com aqueles que eu não conheço. Gosto de observar a vida das pessoas que me rodeiam. É para mim um verdadeiro prazer, sentar-me numa esplanada e observar quem passa. Ver as pessoas por fora e imaginá-las por dentro. E assim, poder atribuir-lhes características e gostos que se calhar elas nem nunca tiveram, nem pensaram sequer um dia vir a ter. E gosto de viajar. Como eu gosto de viajar, Deus do Céu! Não fora a crise e a falta dos subsídios!? (Mas não falemos de coisas tristes. O que não é remediável, remediado está)... Gosto também muito de ler, aliás, como sabeis, a minha profissão é andar deliciosamente no meio dos livros, jornais e revistas. E também gosto muito de cinema!!! E adoro animais.
Mas para além disso tudo, claro está, tenho que falar aqui, do meu mais dilecto passatempo, ah pois tenho!!! Eu adoro rir! E acreditem, eu consigo rir por tudo e por nada, mesmo nas situações mais inusitadas que se possam imaginar. Dizem-me contudo que o tempo não está propicio a grandes risotas. É que existe a danada da crise e tal... A necessidade imperiosa de contenção de despesas. O roubo dos subsídios (vêem! Isto marcou-me mesmo muito. A raiva sentida até me pode provocar um esgotamento nervoso). Também temos o buraco do ozono, que não é nada pequeno. O tempo também já não é o que era antigamente, repetem até à exaustão aqueles que são mais entendidos nas apreciações atmosféricas. São aqueles que andam mais com o nariz no ar.
Mas eu estou muito consciente de todos estes lamentáveis aspectos. Não pensem que não! Só acho é que não adianta muito, andar p'ra aqui a carpir mágoas, do que aconteceu (e que por definição, é algo absolutamente irrecuperável), e conjecturar sobre tudo aquilo que irá acontecer no futuro. É que corremos o risco de ficarmos iguais ao Medina Carreira. MEDO!!!
Mas eu estou muito consciente de todos estes lamentáveis aspectos. Não pensem que não! Só acho é que não adianta muito, andar p'ra aqui a carpir mágoas, do que aconteceu (e que por definição, é algo absolutamente irrecuperável), e conjecturar sobre tudo aquilo que irá acontecer no futuro. É que corremos o risco de ficarmos iguais ao Medina Carreira. MEDO!!!
A fazer alguma coisa, façamo-la então. Mudemos o presente, mas sem os "dramalhões" indesejáveis
A minha experiência diz-me que a vida se torna muito mais aceitável se se adoptar uma postura mais positiva. E no processo porque não rir e rir até se ficar sem ar. Mas atenção, não façam como aquele outro que coitado, morreu com a gargalhada. O riso bem apontado é uma arma muito potente. Imaginem por exemplo estar defronte dum politico corrupto (vá lá. Façam um esforço, sei que é muito difícil de imaginar, pois estamos perante um espécimen em vias de extinção). Mas imaginem lá. Eu acredito que um riso continuo e na cara do sujeito, possa ser bem mais cáustico, certeiro e incomodativo, que dar-lhe um poderoso murro nos queixos (por mais que ele o merecesse).
Em suma: por poder dizer tudo isto (e por muito mais), eu tenho a testemunhar, que a minha experiência no mundo da blogosfera é muito positiva. Procuro há exactamente um ano, trazer aqui (e semanalmente), um episódio que eu considere divertido. Mas tenho a mais profunda certeza, de que nem sempre o tenho conseguido. Para algumas pessoas, eu até nem deverei ter graça nenhuma!!! Mas convenhamos, é ponto assente, que por mais que se queira, não se consegue agradar a toda a gente. Nem Jesus Cristo conseguiu tal proeza, como repetia há uns anos valentes, uma extremosa tia que tive...
Mas eu confesso, é com alegria, que eu sinto a aproximação de mais um fim-de-semana. Não só porque vou parar um pouco, com as minhas rotinas laborais, como é chegada a altura de mais uma das minhas "postagens blogosféricas". Venho aqui um pouco, como alguém que regressa a casa. A uma casa de praia, por exemplo. Por aqui eu gosto muito de aportar. Sinto este espaço, como uma pequena assoalhada da minha existência. E reúno aqui um emaranhado (e alguém o caracterizou um dia, anárquico), ninho de recordações.
Mas eu confesso, é com alegria, que eu sinto a aproximação de mais um fim-de-semana. Não só porque vou parar um pouco, com as minhas rotinas laborais, como é chegada a altura de mais uma das minhas "postagens blogosféricas". Venho aqui um pouco, como alguém que regressa a casa. A uma casa de praia, por exemplo. Por aqui eu gosto muito de aportar. Sinto este espaço, como uma pequena assoalhada da minha existência. E reúno aqui um emaranhado (e alguém o caracterizou um dia, anárquico), ninho de recordações.
E para finalizar eu digo-vos: se por aqui também se sentirem bem? Pois isso muito me apraz. Façam o favor de entrar (e nem sequer precisam de pedir licença). Este espaço é vosso. E voltem as vezes que quiserem. Todas aquelas que vos apetecer.
Quanto a mim, estarei por aqui, semana a semana. Pois acredito ter ainda muitas histórias para contar.
Mas hoje, como é uma edição comemorativa e especial, eu lanço-vos aqui um desafio totó: Tentem cantar as rimas que se seguem, ao som da seguinte música:
Parabéns a vocês,
Por me lerem os posts.
São pessoas de bem,
Pois não deram de frosques!
Tenham muita saúde,
E andem muito a pé.
Vivam com parcimónia,
Mas DIVIRTAMSEMAZÉ!!!
E agora, para não vos cansar muito mais , pois a conversa de hoje já vai longa, aqui fica um pequeno excerto de um excelente filme (e como eu gosto do Woody Allen, mesmo em musicais). Este excerto é muito divertido, mas tem uma dupla função: para além de nos fazer rir, tem a capacidade de nos fazer reflectir. E são esses mesmo, os melhores momentos.
Sugestão de leitura p'ra semana (Ah pois! Como não poderia deixar de ser). "O Compromisso" de Elia Kasan.
DIVIRTAMSEMAZÉ!!!
Para vossa informação: foi num blogue que eu descobri, que aquela situação das mulheres andarem com as calças tão apertadas, que à frente se consegue ver perfeitamente a definição das suas "xarifas", tem um nome: é o "Camel Toe", ou seja: "Pata de Camelo" Humm!!!
Estão a ver a utilidade existente na leitura dos blogues?... :-)))
Estão a ver a utilidade existente na leitura dos blogues?... :-)))

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