Porque tristezas não pagam dividas.
Só mesmo os sacrifícios dos Funcionários Públicos...

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Vicios e outros enigmas.



Porque é que nós temos vícios, senhores? Uns roem as unhas até ao sabugo. Outros fumam com a mesma intensidade de a chaminé da CUF? Outros adoram roubar o parceiro? E outros ainda têm que ter sexo todos os dias, se não entram em falência técnica e ficam p'rá ali prostrados cheinhos de dores de cabeça?
O vício terá que nos compensar das agruras da vida. Será essa a sua intenção. E no entanto… A amargura é o que mais existe. Mas uma coisa é indiscutível, todos nós temos vícios. Ah pois temos!
Recebi um dia destes um email de alguém de alguém de quem gosto muito. E o email rezava mais ou menos o seguinte: “antigamente era bonito fumar e era muito feio (mesmo) levar no c-. Hoje em dia dá-se precisamente o contrário”. Sei que esta conversa de hoje roça a boçalidade. Mais, está enterrada no lameiro até às pontas “espigadas” do cabelo. Não deveria sequer ter tido entrada neste modesto, porém muito bem-intencionado blogue. E apesar disso... E a coerência, amigos? Muitas das vezes ela é apenas só uma miragem.
Vem esta conversa a propósito da mudança de paradigmas que têm acontecido com o decorrer da história da humanidade. E este meu amigo, sendo um senhor do passado é ao passado que vai buscar todas as suas orientações. Mas não teremos todos nós esse tipo de procedimento? O que é afinal o passado, senão o segundo que acabou mesmo agora… de acontecer? E convenhamos, cada um gosta daquilo que gosta. Só que o meu amigo… esse, prefere continuar a fumar.
O objecto colocado acima deste post, foi visualizado por mim e com muito interesse, numa viagem que eu certo dia fiz a Amesterdão. Está patente num lindo Museu de temática marota. E esta peça senhores, parece reunir as duas ideias expressas no email do meu dilecto amigo. É que aquilo ali, pareceu-me mesmo um cinzeiro. Gigante é certo, mas arraçado a cinzeiro.
O objecto como verificam, aparece rodeado pela representação de objectos perfuradores e susceptíveis de catalisarem em si, muitos desejos secretos. No meio dos mesmos, até se pode por a repousar uma pacata beata. Das de fumar, não das outras. Mas que tristíssima associação de ideias eu tive aqui agora. E que Deus Nosso Senhor me perdoe.
E se assim fosse, quando a pessoa fumava, podia regozijar-se a olhar para a peça, sem recear nunca poluir com cinzas o espaço à volta com o seu tabaco. Essa foi a minha interpretação, quando vi o objecto. Baseei-me na minha observação visual, mas também no senso comum. E estava eu triunfante, intimamente a congratular-me não só pelo facto de poder viajar, como de poder chegar a tão elucidativas conclusões, quando logo ali alguém teve a desdita de me desmentir. E como proliferam aqueles que gostam de nos estar sempre a desmentir. Credo! Mais parece uma praga. E dissera-me que aquilo nunca poderia ser um cinzeiro. Comunicando-me depois, sobre a total falta de necessidade de se ter um cinzeiro de dimensões tão avassaladoras. Mas que falácia! Existirem assim pessoas que tendencialmente tendem a visualizar a realidade em dimensões tão reduzidas. E a manter um olhar… tão liliputiano. Afinal ninguém me garante que aquilo não possa ter sido, a representação do cinzeiro do gigante, que vivia lá em cima, no Castelo das Nuvens. E que num certo dia, foi incomodado pelo rapaz João. O semeador de feijões e muito aventuroso ser.
E a pessoa que me desmentiu (ser demonstrar qualquer dó nem piedade), assegurou-me que aquilo era… uma pia Baptismal. Crédula e simples pessoa que sou tendencialmente, quando penso num baptismo, alicerço a ideia, à iniciação numa religião. Num procedimento mais ou menos sacro. Ou então na iniciação numa qualquer ordem secreta. Entrar para uma crença irrefutável. Na promessa de que aquele acto será o início de uma vida ligada a uma representação onde o divino conviva. Ou o superior àquilo que é comum. Que religue de alguma maneira os indivíduos, que demonstrem ter similares objectivos. Existe também o baptismo das praxes académicas. Mas aí usa-se mais um penico, ou não é? Agora aquilo que vi? Para que raio de cerimónias baptismais, aquele “piçório” é adequado. E logo assim com tantos pénis…
Seria então próprio para jovens e menos jovens, que se iniciassem finalmente em práticas libidinosas? De desfrute e de gozo tão em desacordo com normas vivenciais das pessoas mais ligadas à religião e que por definição são também as que são mais baptizadas?
Seria também própria para enlaces matrimoniais, que agora ocorrem cada vez menos? Onde os felizes noivos, inclinassem suas cabecinhas para a peça artística aqui postada? E fossem depois profusamente regados com água de rosas com travo a pimenta caiene? E prometessem depois muita actividade e desfrute, contando com a complacência e cumplicidade do sacro sacerdote? Mas não será perigoso comprometerem-se desta maneira? Quem é que pode falar no desempenho a ter em tempos futuros? É que infelizmente existem tantas vicissitudes.
Será ainda própria para se lavarem cabeças tresloucadas e ansiosas (senhoras e senhores) para verem de perto o objecto representado, mas em carne? Porque osso parece não ter?
De concreto, eu nada soube. É que tenho muita dificuldade em embarcar logo em explicações vagas que visam somente atropelar as minhas verificações. E lamentavelmente eu fiquei sem nenhuma resposta válida. Contudo há que convir. Trata-se de uma peça muito bela e de finíssimo recorte. Pensada por alguém genial e muito bem inspirado. Pena foi não ter deixado, um livrinho de instruções.
Sugestão de leitura para esta semana: “O Pénis e a Desmoralização do Ocidente” de Paul Aron e Roger Kompf.
DIVIRTAMSEMAZÉ!


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