Porque tristezas não pagam dividas.
Só mesmo os sacrifícios dos Funcionários Públicos...

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A talho de foice.



«Mohammed el-Magrebi morava no Cairo, numa casinha que tinha um jardim com uma figueira e um fontanário. Era pobre. Adormeceu e sonhou com um homem todo encharcado que tirava uma moeda de ouro da boca e lhe dizia: “A tua sorte está na Pérsia, em Isfahan… encontrarás um tesouro… vai!”
Mohammed acordou e apressou-se a partir. Através de mil perigos, chegou a Isfahan. Enquanto procurava comida, morto de cansaço, confundiram-no com um ladrão.
Bateram-lhe com canas de bambu e quase o mataram. Até que o capitão lhe perguntou: “Quem és, donde vens, porque é que estás aqui?” Ele disse-lhe a verdade: “Sonhei com um homem encharcado que me ordenou que viesse para cá, porque encontraria um tesouro. Que grande tesouro, pauladas!”
O capitão desatou a rir e disse-lhe: “Seu parvo, tu acreditas em sonhos? Olha… eu sonhei três vezes com uma pobre casa do Cairo, que tinha um jardim e, além do jardim, uma figueira e, além da figueira, um fontanário e debaixo do fontanário um tesouro enorme! Mas nunca saí daqui, seu parvo! Vai-te embora, palerma!”
O homem regressou a casa e, cavando por debaixo do fontanário do seu jardim, desenterrou o tesouro!»

Porque é que as coisas mais belas do mundo são também as mais simples? E porque é que aquilo que nos é mais precioso, regra geral está logo ali, mesmo por baixo do nosso nariz? E nós, quase sempre tão acometidos, por uma cegueira formal?
Sugestão de leitura para esta semana: “Branca Como a Neve, Vermelha Como o Sangue” de Alessandro D’Avenia. Que foi justamente o livro de onde eu retirei, a singela porém extraordinária narrativa acima postada.
DIVIRTAMSEMAZÉ! 


E boas férias se for caso disso. As leituras… essas é que não podem faltar. Seja qual for a condição.

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