Porque tristezas não pagam dividas.
Só mesmo os sacrifícios dos Funcionários Públicos...

sábado, 15 de junho de 2013

E que os santinhos, nos acudam!



No dia de Santo António,
Recebi um manjerico.
Regado pelo Gaspar,
Mas metido num penico.

Pois, cada vez que eu vejo o gajo,
Dá-me cá uma aflição.
O que ele nos tem roubado!
Ministro sem coração.

São impostos e mais impostos,
Menos feriados e capital.
Saia mazé do governo,
Que é alvitre descomunal.

‘Inda por cima é do Benfica,
É homúnculo lampião.
Emigre mazé e rápido,
Deixe p’ra nós algum pão.

Vá, que não deixa saudades,
Nem ninguém o recrimina.
Leve também seus colegas,
E vão viver com a Merquelina.

É que apesar dos apesares
Façam também um banzé.
Mas, deem o vosso melhor,
E DIVIRTAMSEMAZÉ!

Hoje decidi associar-me ao espirito da época. “Poemei” sem grandes preocupações com a métrica, nem as mais que evidentes faltas dos “finos recortes estilísticos”. Pois foi. Reconhecidamente… eu tenho ainda que ir muitas vezes aos treinos. E participar ainda em muitos jogos florais. Usando por exemplo o pseudónimo de Maria Espoliada.
Contudo pensei também em imitar o Senhor S. que é um senhor já com 89 anos. Ou mais concretamente 36.157 dias, como ele a sorrir tanto gosta de referenciar. Ora este senhor, faz questão de me visitar, todas as Quintas-Feiras lá no meu estaminé. E leva-me sempre poesia. A sua poesia. A que ele faz tão laboriosa e afincadamente durante os seus tempos livres. Que são muito poucos. É que pode parecer impossível, mas o senhor S. tem uma vida social muito activa.
E foi exactamente numa das suas últimas inspirações, que ele dedicou toda a sua atenção, aos seus vizinhos de cima. Pelo que utilizando toda uma lírica muitíssimo apurada, (temos que ver que ele anda por cá há muito mais tempo que eu), deu-me a conhecer dois senhores muito delicados, que vivem pacata e amorosamente um com o outro. E amam-se mesmo! Pois… que viva o amor!
Esses senhores, e se quiserem (é mesmo dada essa sugestão, através da leitura da poesia do senhor S.), podem ir consorciar-se a França. Mas, e eu pergunto: Para quê darem-se a tanto trabalho e despesa, se já o podem fazer em Portugal? E até já há alguns anos.
E convenhamos: por cá e por causa disso, até nem se deu o alarido, como o que tem ocorrido lá pelas terra dos gauleses. Mas… e não será o mesmo despropositado? Afinal o que é que as pessoas têm a ver com o que se passa em camas alheias? E sobre os contratos alheios realizados e a realizar?
E depois, em que é que nos pode incomodar a felicidade alheia? Nada. Muito antes pelo contrário. Deve-nos… é dar alento. E a… “acarditar” num futuro melhor. Mas ao senhor S. a situação continua a fazer-lhe um bocado de confusão.
Lamentável mesmo é só quando os grupos viram lobbies. Com um elevadíssimo grau de corporativismo. E com possibilidades ilimitadas de dominar toda uma situação em seu/deles proveito. É que até o Santo Papa Francisco (claramente o meu favorito), se queixa desse domínio. Coitadinho. Cruzes, canhoto!
Mas, e em relação ao ministro, ao tal que me inspirou a minha muito sofrível poesia? E que só foi referenciado no início deste post? Pois… basta de falar dele. De lhe dar muita atenção. Credo! É que é mesmo muito assustador, pensar-se na sua permanência, assim como a de todos os seus pares, à frente da liderança deste país. Tenhamos pois medo. Tenhamos mesmo muito medo, todos aqueles que como eu, ainda por cá se encontram. E que até tinham muito gosto, em por cá permanecer.
Mas eu até digo mais. Eu que até já estou a sofrer de uma certa… azia. E a padecer do tal receio incontrolado, do qual até nem estou a ver... nenhuma maneira de superar. Deixem-me mesmo é ir, verificar se eu ainda tenho… a carteira. Sim, ainda para ali está. Mas está é cheia… de cotão.
Sugestão de leitura para esta semana: “Sermão de Santo António aos Peixes” do Padre António Vieira.

 

E DIVIRTAMSEMAZÉ! Pode parecer paradoxal, mas não é. É que nós somos grandes e vamos certamente superar mais esta dificuldade. Também esta, que mais parece ser… a mãe de todas as dificuldades. Só não pode ser, é com “esta gente”.
Divirtam-se pois, com quem quer que vocês escolham. Ou então, e se preferirem… divirtam-se mesmo sozinhos!

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