No dia de Santo
António,
Recebi um manjerico.
Regado pelo Gaspar,
Mas metido num penico.
Pois, cada vez que eu vejo
o gajo,
Dá-me cá uma aflição.
O que ele nos tem
roubado!
Ministro sem coração.
São impostos e mais
impostos,
Menos feriados e
capital.
Saia mazé do governo,
Que é alvitre
descomunal.
‘Inda por cima é do
Benfica,
É homúnculo lampião.
Emigre mazé e rápido,
Deixe p’ra nós algum
pão.
Vá, que não deixa
saudades,
Nem ninguém o
recrimina.
Leve também seus
colegas,
E vão viver com a
Merquelina.
É que apesar dos apesares
Façam também um
banzé.
Mas, deem o vosso
melhor,
E DIVIRTAMSEMAZÉ!
Hoje decidi associar-me ao
espirito da época. “Poemei” sem grandes preocupações com a métrica, nem as mais
que evidentes faltas dos “finos recortes estilísticos”. Pois foi. Reconhecidamente…
eu tenho ainda que ir muitas vezes aos treinos. E participar ainda em muitos
jogos florais. Usando por exemplo o pseudónimo de Maria Espoliada.
Contudo pensei também em imitar o
Senhor S. que é um senhor já com 89 anos. Ou mais concretamente 36.157 dias,
como ele a sorrir tanto gosta de referenciar. Ora este senhor, faz questão de
me visitar, todas as Quintas-Feiras lá no meu estaminé. E leva-me sempre poesia.
A sua poesia. A que ele faz tão laboriosa e afincadamente durante os seus
tempos livres. Que são muito poucos. É que pode parecer impossível, mas o
senhor S. tem uma vida social muito activa.
E foi exactamente numa das suas
últimas inspirações, que ele dedicou toda a sua atenção, aos seus vizinhos de
cima. Pelo que utilizando toda uma lírica muitíssimo apurada, (temos que ver
que ele anda por cá há muito mais tempo que eu), deu-me a conhecer dois
senhores muito delicados, que vivem pacata e amorosamente um com o outro. E
amam-se mesmo! Pois… que viva o amor!
Esses senhores, e se quiserem (é mesmo
dada essa sugestão, através da leitura da poesia do senhor S.), podem ir
consorciar-se a França. Mas, e eu pergunto: Para quê darem-se a tanto trabalho
e despesa, se já o podem fazer em Portugal? E até já há alguns anos.
E convenhamos: por cá e por causa
disso, até nem se deu o alarido, como o que tem ocorrido lá pelas terra dos
gauleses. Mas… e não será o mesmo despropositado? Afinal o que é que as pessoas
têm a ver com o que se passa em camas alheias? E sobre os contratos alheios realizados e a realizar?
E depois, em que é que nos pode
incomodar a felicidade alheia? Nada. Muito antes pelo contrário. Deve-nos… é
dar alento. E a… “acarditar” num futuro melhor. Mas ao senhor S. a situação continua a fazer-lhe um bocado de confusão.
Lamentável mesmo é só quando os
grupos viram lobbies. Com um elevadíssimo grau de corporativismo. E com
possibilidades ilimitadas de dominar toda uma situação em seu/deles proveito. É
que até o Santo Papa Francisco (claramente o meu favorito), se queixa desse
domínio. Coitadinho. Cruzes, canhoto!
Mas, e em relação ao ministro, ao
tal que me inspirou a minha muito sofrível poesia? E que só foi referenciado no
início deste post? Pois… basta de
falar dele. De lhe dar muita atenção. Credo! É que é mesmo muito assustador,
pensar-se na sua permanência, assim como a de todos os seus pares, à frente da
liderança deste país. Tenhamos pois medo. Tenhamos mesmo muito medo, todos
aqueles que como eu, ainda por cá se encontram. E que até tinham muito gosto, em por cá permanecer.
Mas eu até digo mais. Eu que até
já estou a sofrer de uma certa… azia. E a padecer do tal receio incontrolado, do qual até nem estou a ver... nenhuma maneira de superar. Deixem-me mesmo é ir, verificar se eu
ainda tenho… a carteira. Sim, ainda para ali está. Mas está é cheia… de cotão.
Sugestão de leitura para esta
semana: “Sermão de Santo António aos
Peixes” do Padre António Vieira.
E DIVIRTAMSEMAZÉ! Pode parecer paradoxal, mas não é. É que nós somos grandes e vamos certamente superar mais esta dificuldade. Também esta, que mais parece ser… a mãe de todas as dificuldades. Só não pode ser, é com “esta gente”.
Divirtam-se pois, com quem quer
que vocês escolham. Ou então, e se preferirem… divirtam-se mesmo sozinhos!

Sem comentários:
Enviar um comentário