A intenção era visitar o belo e muito enigmático Perú. Ainda no avião, tiveram a oportunidade de vislumbrar, a extensão imensa de dezenas de bairros da lata. E logo ali, (e para quem sofre do mal da ansiedade), a viagem mais parecera ser um logro. Mas não foi nada disso. Definitivamente!
Depois de uma visita apurada a Lima, que é a cidade capital, que devido a uma circunstância climatérica muito particular, não pode contar nunca com um Sol espelhado. Essa cidade está sempre coberta de nuvens. E depois de se observar um mar Pacífico e de se ter corroborado com as boas intenções do mesmo, seguiram-se as visitas a outras paragens mais distantes.
Numa das noites visitaria-se uma... "Hacienda". Ao viajantes fora-lhes prometido a observação de danças e cantos locais, com muita cor e algum glamour... Assim como (e também), a verificação de habilidades incríveis, protagonizadas por alguns lindos equídeos que por ali habitavam e ali tinham a sua formação. A coisa prometia! Mas antes da percepção daquela realidade, havia que se ir até lá, não é? Como comunicador daquela realidade, coubera-lhes em sorte um simpático e risonho guia chamado de... Pablo. Seguiram-se assim num autocarro, gozando da mais profunda tranquilidade. E tudo prometia ser assim, não fosse dar-se o facto de (e já bem na entrada na tal Quinta), eles terem observado a placa e lido o seu conteúdo. Tratava-se pois... da: "Hacienda Mamacona"!
E o riso que foi a partir dali, senhores! A partir daquele momento a gargalhada foi uma constante. Houve quem quisesse logo ali, tirar uma fotografia ao "monumento". Era necessário, para memória futura. E para depois poder mostrar tal realidade... a toda a gente. O mui colaborante motorista, ao aperceber-se da ocorrência de tão grande interesse, decidiu também ajudar, andando com a viatura que dirigia... ora um pouco mais para a frente... ora um pouco mais para trás... É que era mesmo urgente e imperioso tirar uma foto. Mais. Era fundamental tirar a foto de toda uma vida. Pois nada fazia crer, que a grande maioria daqueles viajantes (que na sua grande maioria, já era septuagenária), ali pudesse voltar muito mais vezes.
Mas no meio daquilo, quem não estava mesmo nada a ver o motivo de tanta folia, era o simpático guia Pablo. Ele sorria-se também era um facto, mas fazia-o mais... por solidariedade. Ou então já estava contagiado. É que está provado que o riso verdadeiro é muito contagioso. "Mas", mais parecia perguntar-se o peruano. "Porque raio é que esta gente toda, está para aqui a rir-se desta maneira?" E o "despropósito" lá continuava.
A profissional jovem, que representava o grupo excursionista e que servia de ligação entre os mesmos e as realidades locais, ria também. E também ria muito a desditosa. Mas depois (e entre um e outro solavanco da gargalhada), sentia-se na obrigação e aproveitava para informar o peruano, que se mantinha somente sorridente, o porquê de tal funesta ocorrência. "É que em português", dizia ela: "a segunda parte da segunda palavra do nome da fazenda, quer dizer uma coisa..." E lá tentava ela dizer o melhor que podia (sem se comprometer muito), que tal palavra representava em português, uma parte importante da anatomia feminina. Mas o peruano apesar de se rir, lá continuava... na mesma. E a profissional que até era de Terras de Vera Cruz, lá se esforçava um pouco mais. E com alguma vergonha, ela lá ia tentando esclarecer um pouquinho mais o... desentendido Pablo. Só que o resultado era sempre o mesmo. O Pablo sorria, mas nada entendia, sobre o porquê de todo aquele delírio quase, quase... colectivo.
Por fim e já em claro desespero de causa, a brasileira lá lhe comunicou que, a tal palavra significava a mesma coisa que a palavra... bucet-.
"Aáááhhh!!!" foi a reacção do peruano. Agora sim, ele entendia finalmente o porquê daquilo tudo. E agora foi também ele, que se pôs para ali a rir... às gargalhadas. E toda aquela festa... lá continuou.
Só que, passados alguns largos minutos de riso, já com alguns deles, a agarrarem fortemente o peito, enquanto que outros prometiam fazer o seu xixizinho nas cuecas... que se ouviu uma muito tremente voz. Era agora a vez da D. Maria, que era uma distinta viúva, já de setenta e nove anos, questionar:
-"Mas por favor, esclareçam-me no seguinte: O que é que significa, a palavra... bucet-?
Sugestão de leitura para esta semana: "Boa Noite às Coisas cá de Baixo" de António Lobo Antunes.
DIVIRTAMSEMAZÉ!

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