Porque tristezas não pagam dividas.
Só mesmo os sacrifícios dos Funcionários Públicos...

sábado, 20 de outubro de 2012

Ser mais papista que o papa...


Esta expressão já foi ouvida por toda a gente, pelo menos uma meia dúzia de vezes. A frase, como todos bem sabemos, fala de um exagero inusitado e absolutamente contraproducente, atendendo ao facto de que muitas vezes… o que está estabelecido, já se basta por si. A pessoa tem um cargo, uma identidade e uma função. Mas, e depois há sempre aquele que a supera, para se fazer… de bonito e perdoe-me, até de falacioso, grosso modo. O papa, sendo um líder espiritual e carismático, é alguém necessariamente parcial, pois representa somente uma facção da realidade. Contudo e na defesa das suas ideologias ele tem contado sempre, com gente que ainda é mais… fundamentalista do que ele próprio. Isto seguindo uma via… absolutamente despropositada.
O mesmo se passa com o nosso país, que vive já há algum tempo, num plano de resgate para todos os efeitos suicidário. A situação da Grécia (e infelizmente) comprova essa teoria. Como é do conhecimento geral e planetário, tivemos que mandar vir gente de fora para fazer as contas por nós. E governar assim a “nossa casa”. Tudo porque os que deveriam de ter feito isso, das duas, três: ou se desresponsabilizaram de todo o processo, ou usaram-se da causa pública em benefício próprio. Ou então, parecendo-se bem-intencionados, mostraram-se a posteriori seres absolutamente incapazes para proceder às necessárias reformas e dinâmicas que nos guiariam, a um bom nível de desenvolvimento sócio/económico e político eficaz. Mas pronto, internamente não se conseguiu, pelo que teve que vir gente de fora para nos acertar a contabilidade.
Chegados cá, e usando de toda a propriedade do mundo, eles conseguiram dar-nos verdadeiras lições de como se pode… viver com muito pouco. Mas não se pode... é investir em nada. E depois teremos que pagar, toda a nossa imensa dívida, com taxas de juros absolutamente incontroláveis. Mas isto estou eu para aqui a dizer. Eu que sou uma leiga na matéria. Nem sequer sou das áreas das Economias. Só que gosto muito, é de pagar as minhas continhas. E atempadamente.
Ora agora e desde o início deste resgate, é de bom-tom o governo lusitano, assumir-se como sendo “mais papista que o papa”. E neste processo, claro está, não entra qualquer religião, só mesmo a do vil capital. E nós… vivemos assim… na mais profunda alegria. E muito exultantes. É que os senhores da Troika, de tempos a tempos, vêm-nos cá visitar. E vêm sempre muito sorridentes e dinâmicos. Nas suas pastinhas, eles devem de trazer apurados estudos financeiros. E mais contas, muitas contas. Devem de transportar com eles, verdadeiros tratados sobre tudo aquilo que eles esperam de nós. Eles que são uns crentes, ou melhor… se calhar, eles até fingem que acreditam. Depois de (bem, espera-se) instalados, eles arregaçam as mangas e põe-se a “bisbilhotar” em tudo. E que contentes, eles parecem ficar!.. Por fim chega a vez de eles lançarem os seus “bitaites”. E transmitem-nos as desditas com os seus dentes a brilhar:
“Portugueses. Para conseguirem pagar os empréstimos que nos requereram, vocês têm que cortar as vossas unhas… muito rentes!”
Contudo o nosso sacrossanto governo, ouve muito embevecido tais conselhos. Ficam inclusivamente com os olhos lacrimejantes de tanta emoção. E muito determinados, eles expõem por sua vez:
“Quais unhas rentes, qual quê? Beneméritos e muito capazes Senhores da Troika! Nós estamos aqui para vos agradar somente. E para demonstrar o nosso tão grande amor pelas vossas pessoas, nós vamos obrigar o nosso povo, que (des)governámos, durante toda a vida, a cortar as falangetas. É que o povo pode perfeitamente sobreviver, mantendo somente dois terços dos dedos”.
Mas depois e passados somente algumas horas, os tais dos bons alunos do presente, mas que foram cábulas e muito ineficazes no passado, contra-argumentam dizendo, que podemos até fazer mais. É que até conseguiremos sobreviver, com os braços. Decepando totalmente… os próprios… punhos.
E nós, que somos simplesmente a “raia miúda” andamos para aqui todos em bolandas. Rezamos à Senhora de Fátima. E depois pomo-nos a apontar culpas. E auto-flagelamo-nos (apesar de alguns de nós, ainda conseguirem ter as contas… relativamente em dia). Depois, vêm todas as teorias provenientes das cabeças iluminadas, dos mais celebres pensadores lusitanos. Muitos deles que no passado, também já estiveram no “poleiro”, mas só agora é que vêm com as suas soluções mágicas… sempre tão adiadas.
Outros preferem enveredar pela teoria derrotista de que já não há nada a fazer… Mais parecem aves de rapina. Sempre a mirar-nos com os seus olhares cortantes. E que põe sempre as culpas… nos mesmos. Só que a desgraçada da culpa… morrerá sempre solteira. Assim, haverá uma altura em que nada mais poderá ser feito, pois o doente que é Portugal, morrerá com tamanha cura de emagrecimento. E aí já nem haverá ovo nenhum, para se poder mandar às instalações do FMI em Lisboa. Mas o governo insiste em continuar com esta escalada de destruição maciça, deste país sénior de 869 anos. País que começou logo mal, já que surge como resultado da luta efectiva e corporal de um filho, que teve a coragem de bater na sua pobre mãe. A tal senhora que devia de ser uma visionária. Ela também e na altura, já não devia de ter muitas esperanças, nisto. E meus amigos, tudo aquilo que nasce torto…
Mas sabendo disto tudo, lá se continua a cair no mesmo erro crasso e a embarcar na necessidade de se ser um “bom aluninho”. Ficar no quadro de honra… da desgraça. E achar que se fica muito bem na fotografia. Mas haverá algum benefício em se ser bom aluno, sem que se tenha mérito para isso? Ou seja, querer parecer um bom aluno, quando efectivamente nunca se conseguiu demonstrar, ser sequer um aluno aplicado. É que isso nunca se conseguiu…? Sinceramente… a mim parece-me que não. Mas eu positivamente não percebo nada destas coisas. Estudei Passados, Culturas e Acontecimentos. E não fiz lá muitas contas. Nem de somar, nem de sumir. Mas será que existirá algum benefício, em se querer ultrapassar o estipulado à partida e atendendo às presentes circunstâncias? E será que isso funciona somente no campo da economia? Sugiro que aprendamos um pouco… com as vivências.
Hoje venho aqui relatar uma estória de alguém que quis imitar o Passos Coelho, num particular. Essa pessoa quase que usou o Primeiro-Ministro, como seu verdadeiro mentor espiritual. Usando como imagem de eleição, a ligação extremosa e tão comovente do nosso líder governamental e dos seus colegas, aos Senhores da Troika.
Maria Inês trabalha numa Biblioteca Pública. Tem trinta e picos anos. É solteira e muito boa profissional. Ela é muito esforçada e tem o prazer efectivo, de dar o seu melhor no seu desempenho profissional. A Biblioteca onde trabalha é de pequena dimensão, pelo que tem a trabalhar com ela, somente um outro técnico profissional. Têm mais ou menos da mesma idade um do outro. Ele é também bastante esforçado e competente. Porém às vezes, é algo ranzinza, mas não faz isso por mal. É já dele mesmo, ser assim.
Ora os dois, que já são colegas faz algum tempo, partilham um espaço, uma amizade e o gosto de receber bem os leitores que ali tomam o seu assento. Necessariamente que estes dois já construíram uma boa e salutar… cumplicidade. Só que a Inês tem um pouquinho de peso a mais. E tal situação perturba-a de alguma maneira. Pensa na estética, mas também pensa na saúde. E queixa-se por vezes disso à sua superior hierárquica. Lamenta-se, dizendo que o diabo da gordura em excesso se junta toda, ou na parte superior dos braços, ou nas coxas ou então na barriga. E para demonstrar essa sua teoria, ela chega a levantar-se da cadeira, para mostrar o seu volume, que não é assim tão grande como ela pensa.
A extremosa chefe que é muito boa pessoa é também uma excelente e muito assertiva profissional, olha para ela. Depois tenta conforta-la dizendo-lhe que não se deve de martirizar muito com o peso que tem a mais. Porque até considera que Inês está muito bem assim. E quando a líder fala assim, ela fá-lo de coração e usando da sua mais profunda sinceridade. A Inês talvez finja acreditar. É que passado pouco tempo, ela lá continua com as suas lamentações. A chefe, já quase em desespero de causa e para demonstrar que não é com certeza a única a pensar assim, chama o seu outro seu colaborador (que é homem), e pergunta-lhe: “Oh Tiago. Você não acha que a sua colega está bem como está? Ela que até consegue ser uma rapariga tão interessante? Consegue mesmo manter tantos interesses?” E o mesmo não se fazendo rogado, responde prontamente:
“Pois é claro que sim!” E para amenizar um pouco mais, todo aquele ambiente de lamurias, ele lá continua: “Mas o que eu acho, é que ela deveria de usar e abusar do uso de decotes. Usar decotes grandes, daqueles que chegam facilmente… ao umbigo.” 
E agora atrevam-se lá a dizer que os homens são distraídos, na observação destas coisas? É que a Inês enverga um bonito e generoso busto.
É claro que tal paródia alegra sobremaneira aqueles três. E a mais outros tantos, a quem se vai contando toda aquela alegoria. Só que tudo indica que a Inês vai efectivamente ultrapassar-se em todos os seus procedimentos. E mesmo na sua própria forma de vestir. Foi ela mesma quem assim o afirmou. Pelo que tudo indica, que quer o colega, quer os leitores daquela biblioteca, e a breve trecho, serão presenteados com uma bonita e muito entusiasmante imagem. É que a Inês mostrará não só, os seus bonitos seios, como ainda (e lá mais para baixo), ela exporá um pequeno, porém muito vigoroso… tufo.
Agora pensando bem e para concluir: não é propriamente a nudez que gera transtorno. Até poderá alegrar (e em grande escala), as hostes. O problema é que devido à exposição de tanta pele e com a ocorrência das intempéries e correntes de ar, a Inês poderá perfeitamente contrair uma grave pneumonia, que poderá colocar em risco… a sua própria existência.
Sugestão de leitura para esta semana: “Peito Grande, Ancas Largas” de Mo Yan.
DIVIRTAMSEMAZÉ!


PS: E não é que a União Europeia vai receber o Prémio Nobel da Paz? Mas a que mais é que nós ainda iremos assistir?
Outra coisa: até parece que já estou a ver o Tiago a cantar esta canção mal entra com sua colega para a Biblioteca. Isto, e com os leitores embasbacados a olhar… Mas depois, e quando acaba a hora do expediente, a canção é outra e em palcos distintos.
DIVIRTAMSEMAZÉ!

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