A técnica está muito avançada, é um facto. Mas há assuntos que são tratados de diferentes formas e com diversos graus de importância. E quantos de nós, ainda não se confrontaram com o facto da ocorrência de uma inusitada necessidade fisiológica, que nos deixa literalmente de "calças na mão"?
Eu, assim como grande parte da população (estou em crer), detesto os sanitários públicos. Contudo não posso deixar de avaliar, que os mesmos são absolutamente necessários. Mas não posso é reconhecer-lhes nem o grau de limpeza, nem o grau de confiança que eu detenho na minha própria casa-de-banho. Sendo ela pequena e modesta, é a minha "casinha". Tenho dito!
Quando estamos fora de portas, e quando tal é possível, adiasse a coisa o mais que se puder (se bem que é penosos e pouco saudável andar para ali "apertadinha"). O pior é quando não dá para adiar e tem que se recorrer a esses espaços. Espaços esses onde todas as bactérias, costumam fazer as suas melhores raves. Falo muito especialmente de quando se anda a viajar. E quanto a experiências nesse assunto, eu quase que me sinto capaz de elaborar todo um tratado.
Em tais situações e como toda a gente sabe, as senhoras, demoram "infinidades" nas casa-de-banho. A causa de tal ocorrência, será primeiramente devida à própria fisiologia feminina. Mas também não é de descartar outro pequeno detalhe. É que a roupa feminina é naturalmente sexy mas complexa. As nossas "roupas de gaja", são muito mais difíceis de despir, que as usadas pelos nossos colegas. E depois insistimos em ir para lá, sempre duas a duas. Nós já deveríamos
de ter chegado à conclusão, que são as companhias que levamos, que complicam ainda
mais toda aquela penosa espera. E desgostosamente ficamos ali, a olhar-mos umas
para as outras, credo!...Quanto aos homens é tudo muito mais simples. Eles vão muitas vezes para ali sozinhos e em muitas alturas, só têm que por o "seu querido irmão" a arejar, num processo muito rápido e pouco trabalhoso.
No fim temos uma evidência. As mulheres passam mesmo muito tempo, em filas para irem à casa-de-banho. E como tudo aquilo é bastante desencorajador para quem se quer despachar! Eu tenho a dizer que sou uma pessoa que rapidamente perde a paciência, pelo que, às vezes e quando posso, eu utilizo-me dos sanitários que estão ao serviço dos machos, quando os sanitários estão vagos, como é óbvio. Pelo que verificadas as condições necessárias de segurança, eu muitas vezes arrisco e lá vou, mas...
No fim temos uma evidência. As mulheres passam mesmo muito tempo, em filas para irem à casa-de-banho. E como tudo aquilo é bastante desencorajador para quem se quer despachar! Eu tenho a dizer que sou uma pessoa que rapidamente perde a paciência, pelo que, às vezes e quando posso, eu utilizo-me dos sanitários que estão ao serviço dos machos, quando os sanitários estão vagos, como é óbvio. Pelo que verificadas as condições necessárias de segurança, eu muitas vezes arrisco e lá vou, mas...
Uma vez na Suécia, isso aconteceu-me. No lado das mulheres, estava uma fila, que dava literalmente a volta ao quarteirão. Ao passo que no lado dos homens, a coisa fluía alegremente, com os poucos que por ali circulavam a fazer lindas piadas, a todo aquele nosso padecimento. Eu ali, pus-me logo a ver das possibilidades... E nessas circunstâncias alguns homens tomam muita atenção em mim, pelo que escolho um ao acaso e lanço-lhe um "olhar fatal". Às vezes tenho sorte.
Naquela situação, houve um simpático e solicito senhor sueco, que se pôs literalmente à minha disposição. E por favor, não se ponham a conjecturar apressada e incorrectamente as coisas. Ora nem ele falava português, nem eu sueco. E quanto ao inglês, nós nem sequer tentámos. É que chegamos ao entendimento com a forma mais romântica, cabal e universal que eu conheço, ou seja, através do gesto. Pelo que naquele dia, eu fui aos sanitários masculinos, com toda a calma e descontracção, ficando como guardião à porta, um simpático senhor que não deixou que mais nenhum outro ali entrasse. Quando saí, e mais uma vez recorrendo ao gesto, desejei-lhe as maiores felicidades. É que convenhamos eu tinha que lhe estar muito agradecida. E também estava muito mais aliviada. As "enfileiradas", é que ficaram ali a olhar para mim, cheias de inveja.
Naquela situação, houve um simpático e solicito senhor sueco, que se pôs literalmente à minha disposição. E por favor, não se ponham a conjecturar apressada e incorrectamente as coisas. Ora nem ele falava português, nem eu sueco. E quanto ao inglês, nós nem sequer tentámos. É que chegamos ao entendimento com a forma mais romântica, cabal e universal que eu conheço, ou seja, através do gesto. Pelo que naquele dia, eu fui aos sanitários masculinos, com toda a calma e descontracção, ficando como guardião à porta, um simpático senhor que não deixou que mais nenhum outro ali entrasse. Quando saí, e mais uma vez recorrendo ao gesto, desejei-lhe as maiores felicidades. É que convenhamos eu tinha que lhe estar muito agradecida. E também estava muito mais aliviada. As "enfileiradas", é que ficaram ali a olhar para mim, cheias de inveja.
Em contraste com esta situação, e na cidade de Mérida, em Espanha, aconteceu-me precisamente o contrário. Ou seja, a casa de banho masculina, também estava vaga, e eu dou em pedir a UMA GRANDE AMIGA MINHA que me guarde "o pedaço". Ela acedeu e depois eu lá fui descansada para os sanitários masculinos. Só que há coisas em que as mulheres são muito piores que os homens. E só eu sei o quanto me custa admitir isto! Mas há um facto que é absolutamente inquestionável: nós somos muito pouco solidárias umas com as outras.
Ora estava eu, já muito descansadinha e a começar a desapertar as calças, quando me entra abruptamente pela a casa-de-banho adentro, um certo senhor. Um senhor que por sinal é, desde há já muito tempo, da adoração da minha amiga, Ah pois foi!!!
Aquele homem a ver-me ali e naquelas condições, ficou para além de incomodado, também um bocado envergonhado. E saiu dali muito cabisbaixo. E o que é que a magana da minha amiga esteve a fazer, que a distraiu da vigilância, perguntam-me vocês? Pois... esteve a verificar a qualidade da sua maquilhagem ao espelho. E depois de tudo aquilo, vocês nem calculam. O que aquela "desgraçada" se riu. De nada valeram os meus pedidos. Ela pura e simplesmente, marimbou-se para os meus cuidados. Assim como na necessidade imperiosa que eu tenho, de recato e de contemplação. E eu fiquei assim com uma linda história para contar. Resta ainda dizer, que (e apesar de tudo), ela continua a ser minha amiga, mas, convenhamos, a ... "vingança é um prato que se come frio", não é?
Aquele homem a ver-me ali e naquelas condições, ficou para além de incomodado, também um bocado envergonhado. E saiu dali muito cabisbaixo. E o que é que a magana da minha amiga esteve a fazer, que a distraiu da vigilância, perguntam-me vocês? Pois... esteve a verificar a qualidade da sua maquilhagem ao espelho. E depois de tudo aquilo, vocês nem calculam. O que aquela "desgraçada" se riu. De nada valeram os meus pedidos. Ela pura e simplesmente, marimbou-se para os meus cuidados. Assim como na necessidade imperiosa que eu tenho, de recato e de contemplação. E eu fiquei assim com uma linda história para contar. Resta ainda dizer, que (e apesar de tudo), ela continua a ser minha amiga, mas, convenhamos, a ... "vingança é um prato que se come frio", não é?
Mas houve ainda outro acontecimento, que foi de tal forma inusitado e que me provocou tanto riso, que com isso, eu acabaria por derramar numerosas lágrimas. E ainda hoje me farto de rir ao pensar nisso. Quando eu era um pouco mais nova, eu trabalhei como recepcionista num Museu. Ora sendo uma Casa Museu, era no dia em que o Patrono da casa fazia anos (ou de nascimento, ou de falecimento), que aquele espaço era mais frequentado. As pessoas nesses dois dias, aproveitavam e faziam-lhe assim as suas homenagens. E acreditem, naqueles dias o Museu era mesmo muito concorrido.
Ora num certo ano, eu quis ir à casa-de-banho. Aproveito para dizer que, aquele espaço não tinha casa-de-banho, reservada somente para o uso dos funcionários. Pelo que eu, dirigi-me ao respectivo local e, verifico que para além de uma imensa fila de mulheres, já por lá cheirava muitíssimo mal. O que me fez crer que as condições de higiene ali, e àquela altura do dia, já deixavam muito a desejar. Depois, eu olhei para o lado e, a casa-de-banho dos homens estava logo ali, e tão à mão de semear. Mas confesso, eu não tive coragem de pedir a ninguém que me guardasse a porta. É que eu estava ali a trabalhar, não é? E com aquela minha atitude, eu estava a inverter todas as regras de funcionamento do local. Além do mais, eu estava convencida que me ia despachar tão rapidamente que nenhum homem ia ter tempo de lá entrar. E, entro para a casa de banho e fecho-me naquele exíguo espaço. Só que a casa-de-banho, para além daquele exíguo espaço, tem na parte de fora um... horroroso urinol... Ah pois tem! E eu que não ouvi nada!!!
Pelo que logo que eu saí da casa-de-banho, eu senti que tinha companhia. E, quem é que lá estava? Pois estava lá um senhor de idade, a segurar firmemente o seu membro reprodutor. Ele... que estava pacatamente a urinar. Bem, pacatamente é como quem diz. Ele esteve... Ele que ficou muito espantado por me ver ali a passar. Mas continuou a fazer o que se esperava dele em idênticas circunstâncias, só que mais encostadinho ao urinol. Apesar de muito ocupado, ele ainda me perguntou em alta voz: "Mas afinal, isto é uma casa-de-banho para homens ou para mulheres?"
Meus amigos, eu nada lhe respondi. Saí dali, o mais rapidamente que pude e fui-me esconder. E só saí do meu esconderijo, quando aquele senhor e toda a sua família, abandonaram de vez aquelas instalações. Depois de terem visitado todo o Museu. É que creiam, eu tive muito receio de ser apontada, como sendo uma pessoa perturbada e "olharapa". E vocês já me conhecem um pouco, sabem que eu não sou nada assim.
Sugestão de leitura para esta semana: "Breviário das Más Inclinações" de José Riço Direitinho.
DIVIRTAMSEMAZÉ!!!
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