Muita gente pode não concordar comigo, mas eu acho que os gatos são uns animais fantásticos. Eu que sou amante de felinos desde que me conheço por gente, estou convencida que os gatos têm a capacidade de ao olharem para nós, nos lerem os pensamentos e tentarem comunicar-se telepaticamente connosco. Se esta minha teoria estiver certa, poder-se-á afirmar com segurança que os bichanos estão muito mais avançados que nós.
Conheço dois na sua intimidade: o Júlio César (que é o mais velho) e o Marco António, que por definição (e por minha vontade) é sobrinho do mais idoso. Um dia destes o mais novo ficou doente, com cálculos na uretra que o fazia urinar sangue. Em consequência, foi levado ao seu doutor que após a consulta, decidiu que o mesmo teria que ser hospitalizado. O gato ficou assim fora de casa durante três dias. Quando regressou o Marco António, vinha visivelmente mais magro. Vinha com "um grande funil de plástico" enfiado na cabeça. Trazia ainda duas tiras de pelo raspado em cada braço, pois fora necessário tirar sangue para análises e receber soro. Em suma, o seu estado geral vinha necessariamente mais fragilizado.
Mas o mais velho e imperador gato, não recebeu o seu "sobrinho" nada bem. Soprava muito, ameaçava ainda mais... em resumo, já não podia ver o convalescente. Este contudo tentava comunicar através de miadelas agudas e muito arrastadas. Para mim, que infelizmente sou analfabeta funcional daquela linguagem (mas estou a tentar superar essa situação), o que o mais novo queria dizer era: que compreendêssemos a sua difícil situação, já de si tão periclitante. E que em particular o tio Júlio César, compreendesse o seu sofrimento e a necessidade da sua recuperação... A dada altura eu até parecia que ouvia: "Mas tu não vês que eu estou doente? Olha-me só para estes braços? Tu não vês que eu até estive ligado ao soro? Repara bem ó sócio? Não vês que a nossa empregada (referindo-se naturalmente a mim!) até me tem dado os antibióticos a horas certas?"
Bem, aquela incompreensão felina durou no máximo dois dias. Hoje são os melhores amigos do mundo. Se os quero ver é juntos (e no mesmo bercinho), abraçadinhos um ao outro. Mas os meus gatos são muito machos, está bem? (lol).
Um ano destes conheci um gato (mesmo felino ok?), na Ilha de S. Miguel, Açores. Foi nas Furnas. Enquanto que os homens andavam a retirar do solo, gigantescas panelas envolvidas em panos brancos, onde se haviam cozido doses industriais de carnes e legumes, um gatito ali circulava, pisando com as suas patitas, aquele chão castanho e aquecido pelo vulcão. Ele sabia que por ali havia muito petisco, pelo que necessariamente... tentava a sua sorte.
Conheci também uma senhora gata que tinha uma rica vida! Vivia num magnifico hotel junto às Cascatas de Iguaçu, Brasil. A gatinha era siamesa. Fui informada pelos funcionários daquele hotel, que a hospedagem da sortuda se estava a acabar, pois os seus "familiares" humanos (detesto a palavra dono!) iam levá-la para a grande metrópole de São Paulo, onde aliás estavam todos a viver. Mas a gata por ali andava naquele ambiente paradisíaco, que para mim é só o mais belo local que eu já vi até ao momento.
Consegui pegar a gata ao colo. Depois pedi a uns familiares que comigo viajaram, para me tirarem uma fotografia, a mim e à bichana a fim de eternizarmos aquele feliz encontro. Conseguimos duas fotos, porque depois... ela fugiu. E por mais que quiséssemos, já não conseguimos repetir o feito. A gata já não estava para aí virada, e quando isso acontece, já não há nada a fazer porque... é o felino quem manda.
A gata seguiu o seu caminho, sem sequer olhar para trás, para mirar e se ir despedindo, daquele maravilhoso cenário, idílico e paradisíaco. Ali ao pé daquelas maravilhosas quedas de água, onde as belíssimas borboletas abundam, e os quatis encaram toda a gente, mesmo todo aquele, que, (sabe-se lá porquê), não os quer encarar. O quati que é outro animal fantástico.
A gata seguiu o seu caminho, sem sequer olhar para trás, para mirar e se ir despedindo, daquele maravilhoso cenário, idílico e paradisíaco. Ali ao pé daquelas maravilhosas quedas de água, onde as belíssimas borboletas abundam, e os quatis encaram toda a gente, mesmo todo aquele, que, (sabe-se lá porquê), não os quer encarar. O quati que é outro animal fantástico.
Por fim falo dos gatos egípcios. Bem esses também são muito especiais. Então não é que por mais que eu tentasse, nunca consegui que a minha objectiva os apanhasse de frente? Só os consegui apanhar de ... perfil. Estariam eles convencidos que estavam a pousar para uma desenhadora de hieróglifos? Ai ai ai: os gatos e a sua mania da superioridade!
Sugestão de leitura: "Os Gatos" de Ramalho Ortigão.
Credo Senhor! Então não é que com a loucura dos gatos me enganei no autor do livro? Auto-penitencio-me até à eternidade... O autor do livro "Gatos" é Fialho d´Almeida. Sem traumas, amigos, pois errar é humano, e... DIVIRTAMSEMAZÉ!!!
Boas Leituras!
Credo Senhor! Então não é que com a loucura dos gatos me enganei no autor do livro? Auto-penitencio-me até à eternidade... O autor do livro "Gatos" é Fialho d´Almeida. Sem traumas, amigos, pois errar é humano, e... DIVIRTAMSEMAZÉ!!!
Boas Leituras!

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